Até logo, CopaFest!
Entre os dias 20 e 22 de outubro o Copacabana Palace esteve em festa. A quarta edição do CopaFest recebeu grandes nomes da música instrumental brasileira e comprovou ser um dos principais cenários voltados para o estilo musical. Os salões do tradicional hotel carioca estiveram sempre cheios, com um público interessado não apenas em assistir os shows, mas também em dançar.
A primeira noite do festival protagonizou um encontro entre antigos parceiros. O show instrumental da dupla Mauro Senise, na flauta e no saxofone; e Gilson Peranzzetta, no piano, reviveu a obra de Edu Lobo. O compositor homenageado subiu ao palco na metade da apresentação, colocando voz em melodias que antes eram tocadas pelo sopro de Senise.
Músicas como “Casa Forte, “Choro Bravo” e “Ponteio” arrancaram aplausos calorosos da plateia, que admirava os instrumentistas de primeira linha. Completavam a banda o contrabaixista Zeca Assumpção, com quem Senise tocou em parceria com Hermeto Pascoal e Egberto Gismonti, e o jovem baterista Rafael Barata, que compôs a formação do quarteto com um toque da nova geração.
No vídeo abaixo, como um quinteto após a subida ao palco de Edu Lobo, a banda apresenta a voz do convidado especial em “Vento Bravo”.
Mas a noite para dançar ainda estava por vir. O baile do CopaFest, no dia 21 de outubro, retirou quase todas as mesas do Salão Cristal para dar lugar aos passos do baile. Clube do Balanço, banda de São Paulo especialista no sambalanço, começou uma noite que entrou pela madrugada no Rio de Janeiro.
O show instrumental do grupo de oito músicos foi preparado especialmente para o festival. Normalmente, o Clube do Balanço toca apenas algumas músicas sem voz, mas o convite de Bernardo Vilhena, curador do CopaFest, fez com que a banda criasse um repertório exclusivo.
No fim, o público pediu bis e foi prontamente atendido para uma última musica. A volta ao palco foi acompanhada de Orlandivo, ícone do sambalanço nos anos 1960, que encerrou o primeiro show da noite. Veja este momento no vídeo.
Mas nem deu tempo de parar a dança. O coletivo Vinil é Arte assumiu o som do salão e continuou a festa com suas bolachas. Os DJs mantiveram a linha musical de baile, revivendo alguns clássicos da música instrumental das décadas de 1960 e 1970. A grande sala continuava cheia: o público esperava por Lincoln Olivetti.
Acompanhado de uma super banda, Olivetti comandou o baile do CopaFest. Com a guitarra de Davi Moraes, o baixo de Kassin, os teclados de Donatinho, e a percussão de Peninha, o “mago do pop” relembrou composições do xará Ed Licoln, considerado o “Rei do Bailes”dos anos 1960.
O show entrou pela madrugada e o público do CopaFest correspondeu, dançando até a última nota do baile. Veja um trecho do show na música “Spinning Wheels”, escolhida pela própria plateia para o bis.
A última noite de festival, dia 22 de outubro, marcou o reencontro de um maestro com os cariocas. Arthur Verocai reuniu uma orquestra com 14 músicos no palco e protagonizou uma apresentação emocionante em sua terra natal. Como o próprio afirmou durante o show, ele nunca havia realizado um show com tal estrutura no Rio de Janeiro.
Feliz com a oportunidade, o compositor cultuado por rappers do mundo inteiro relembrou múisicas de seus três álbuns: “Arthur Verocai” (1972), “Saudade Demais”(2002) e ‘’Encore” (2007). Um concerto que reuniu diferentes gerações no Copacabana Palace.
A última música (no video), teve a participação de três cantoras, que entoaram com o maestro “Na boca do sol”, do disco de 1972 de Arthur Verocai.
E ninguém melhor que Airto Moreira para fechar o CopaFest 4 em altíssimo nível. Junto com a banda Eyedentity, que tem como membros sua filha Diana Booker e o marido Krishna Booker, o percussionista deu uma aula de experimentação sonora. A fusão de gêneros como o drum and bass, o forró, o hip-hop e a world music fizeram a plateia vibrar.
Com diversos instrumentos de percussão a sua volta, Airto Moreira tocou com o ritmo e a precisão de um mestre. Era a celebração dos seus 70 anos de vida, completados em agosto deste ano.
Em um dos momentos mais emocionantes do CopaFest, alguns membros do Eyedentity saíram de cena. Airto, sua filha e o marido permaneceram apenas com três microfones. As cordas vocais viraram o instrumento do trio, mostrando toda a sensibilidade da família para a musica.
Veja no vídeo abaixo.
A quarta edição do festival que contempla a música instrumental brasileira manteve o alto nível das anteriores. O Copacabana Palace virou, mais uma vez, uma casa para os grandes instrumentistas do país.
Até o próximo CopaFest!
Comentários
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Marley | enviado em 20/11/2011
Simplesmente deslumbrante, maravilhoso!!! parabéns!!!






